O governo federal lançou uma nova modalidade de empréstimo consignado chamada Crédito do Trabalhador , que permite aos trabalhadores obterem crédito com juros mais baixos do que os tradicionais. O pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha salarial, e uma das garantias oferecidas pelo tomador do empréstimo é até 10% do saldo do FGTS , além de 35% do salário .
Diante do alto nível de endividamento de nenhum país – atualmente, mais de 70% da população possui algum tipo de crédito –, uma nova linha de crédito pode parecer uma alternativa vantajosa para quem busca trocar uma dívida com juros elevados por outra com taxas mais reduzidas. No entanto, os especialistas alertam para os riscos dessa operação, já que o tempo médio de permanência do trabalhador brasileiro em uma empresa é de 24 meses , enquanto o prazo para quitar o empréstimo pode chegar a 96 meses , aumentando o custo final do crédito.
Caso o trabalhador perca o emprego antes de quitar a dívida, o saldo do FGTS ou a rescisão contratual podem ser usados para cobrir o saldo devedor. Se esses recursos não forem suficientes, a dívida pode ser levada para um novo emprego, caso o trabalhador consiga recolocação no mercado.
O programa é mais uma iniciativa do governo para contribuição do consumo e da economia, facilitando o acesso ao crédito para trabalhadores formais. No entanto, os economistas salientam a necessidade de educação financeira para evitar o superendividamento e garantir que o uso desse crédito seja feito de maneira consciente.
Fonte: Metrópoles












