Autoridades americanas mantêm ceticismo sobre a possibilidade de uma trégua nos combates em Gaza até a eleição presidencial dos EUA, marcada para a próxima terça-feira (5). Fontes ligadas ao governo afirmam que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, continua a acompanhar os desdobramentos eleitorais americanos antes de definir um posicionamento final.
Já no Líbano, há um otimismo moderado sobre o fim das hostilidades entre Israel e o Hezbollah. Em entrevista ao canal Al Jadeed, o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse estar confiante em um possível cessar-fogo nos próximos dias, após avanços nas negociações diplomáticas para pôr fim à violência transfronteiriça.
Qualquer progresso para amenizar o conflito no Oriente Médio será visto como positivo para a administração Biden, que tem enviado delegações à região com o objetivo de discutir um cessar-fogo. O diretor da CIA, Bill Burns, participou de reuniões no Cairo sobre as tensões em Gaza e Líbano, incluindo uma conversa com o presidente egípcio, Abdel Fattah El-Sisi.
Ao mesmo tempo, os enviados Amos Hochstein e Brett McGurk, da Casa Branca, estão em Israel para tratar de questões envolvendo reféns e possíveis cessar-fogos, além de negociações com o Irã, em uma estratégia que busca a “desescalada apoiada pela dissuasão”. Hochstein também segue em conversas sobre uma solução diplomática para a tensão Israel-Hezbollah, com esperanças reforçadas por avanços recentes.
Apesar do esforço diplomático, especialistas apontam que a resolução do conflito em Gaza dificilmente será alcançada de imediato, aumentando a probabilidade de que a guerra na região continue a impactar a corrida eleitoral dos EUA. Na quarta-feira, a vice-presidente Kamala Harris foi interrompida em um evento por manifestantes exigindo um “cessar-fogo imediato” em Gaza. Harris reiterou o compromisso de buscar uma solução para o conflito, embora reconheça os desafios das negociações em curso.
Recentemente, surgiu uma proposta, apoiada por EUA, Israel e Catar, para um cessar-fogo temporário de um mês em Gaza, condicionado à liberação de reféns. Segundo fontes, embora a proposta esteja sendo discutida com o Hamas, persistem dúvidas sobre a adesão do grupo a um plano que não inclua um cessar-fogo definitivo.
Na semana passada, Burns esteve em Doha para discutir o tema com autoridades do Catar e do Mossad, tentando reavivar as negociações após a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas, que os EUA consideram um possível ponto de virada no conflito.
No Líbano, conversas diplomáticas avançam para uma possível trégua com o Hezbollah. Mikati, após reunião com Hochstein, expressou otimismo em relação a um acordo nas próximas horas. Contudo, tanto Israel quanto a Casa Branca mantêm reservas, afirmando que os rascunhos divulgados até o momento não refletem o estado atual das negociações.
Fonte: CNN












