A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), fez críticas ao regime autoritário do país vizinho e não classificou o modelo venezuelano como uma democracia.
Na madrugada de domingo (28) para segunda-feira (29), Maduro foi declarado vencedor das eleições presidenciais, supostamente com pouco mais de 51% dos votos, ante 44% do principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia.
“Na minha opinião pessoal, e eu não falo pelo governo, [a Venezuela] não se configura como uma democracia. Muito pelo contrário”, afirmou Marina Silva, em entrevista à coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles.
“O Brasil está muito correto quando diz que quer ver o resultado eleitoral, os mapas, todas as comprovações de que, de fato, houve ali uma decisão soberana do povo venezuelano”, continuou Marina, elogiando o comunicado do Itamaraty divulgado logo após as eleições.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, “um regime democrático pressupõe que as eleições são livres, que os sistemas são transparentes, que não haja nenhuma forma de perseguição política ou tentativa de inviabilizar com que os diferentes segmentos da sociedade, que legitimamente têm o direito de pleitear, cheguem ao poder”. “Que não venham a sofrer qualquer tipo de constrangimento ou impedimento”, disse a ministra.












