Ao longo da tarde desta terça-feira (3), Lula deve bater o martelo sobre alternativas à alta do IOF após a repercussão negativa. O presidente Lula não quis adiantar os assuntos, na coletiva de mais cedo, e foi questionado sobre o que está sendo colocado na imprensa, principalmente defendido por economistas, de desvincular o salário mínimo de benefícios sociais ou mesmo a questão do piso da saúde e da educação, que são algumas mudanças que chegaram a ser defendidas por Hugo Mota nos bastidores na Câmara. Mas o presidente Lula disse que prefere não falar sobre isso, nem dizer a opinião dele, porque ele falou que não pode ser um estragador de uma reunião que está durando há dois dias e que é preciso ver item por item antes de se posicionar.
A CBN questionou em relação ao recuo do IOF. Ele então disse que o Congresso, quando aprovou a desoneração da folha de pagamento, prometeu apresentar uma compensação. Não foi apresentada e que Haddad, no afan de ter que produzir ou de ter que apresentar alguma alternativa para essa questão dos R$20 bilhões acabou apresentando ás pressas na sexta-feira. A reportagem perguntou se ele acha que foi um erro ter feito essa apresentação sem mesmo conversar com líderes.
Lula disse não achar que foi erro, mas admite que uma discussão podia ter sido feita antes.
Poderia ter feito uma discussão, sabe, não aconteceu, porque era uma sexta-feira e eles queriam anunciar rápido isso, para dar tranquilidade à sociedade brasileira. Eu não acho que tenha sido erro, não. Eu acho que foi um momento político, sabe, em nenhum momento, em nenhum momento, o companheiro Haddad teve qualquer problema de rediscutir o assunto. Nós precisamos dar um voto e um crédito aos nossos líderes. Ninguém pode ser líder do governo e o governo mandar alguma coisa para lá sem conversar com eles. Essa é uma prática política que nós temos que aprender a fazer.
Outro assunto que entrou na pauta também foi a situação de Marina Silva e principalmente o PL do licenciamento ambiental aprovado no Senado, que deve passar na Câmara e que o governo mesmo não estava atuando de forma mais contundente contra esse licenciamento, que é o que Marina Silva, ministra do meio ambiente bastante isolada no governo, tem feito nas articulações. Lula disse que tem 100% de confiança em Marina, saiu em defesa dela depois das ofensas que ela sofreu em uma comissão no Senado, mas disse que esse tipo de assunto, como até mesmo ele fez uma comparação com liberação de orçamento, crédito bancário, mas que no meio ambiente sempre vai ser motivo de atrito entre os que concedem e os que recebem. Mas disse não conhecer as regras que estão sendo discutidas no PL do licenciamento no Congresso.
Portanto, desviando bastante do assunto no posicionamento dele em relação às regras que podem afrouxar o licenciamento e que são bastante criticadas por ambientalistas. Lula também falou das sanções que começam a ser impostas pelos Estados Unidos a autoridades de vários países do mundo, inclusive o Brasil, em que se fala muito de que Alexandre de Moraes entraria nessa lista por conta de decisões judiciais que têm sido tomadas por ele. O presidente Lula saiu em defesa não só do ministro, mas disse que o Brasil vai defender a Suprema Corte e que é inadmissível um outro país se entrometer na vida do outro.
Foi quando ele citou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, mas sem citar nomes numa referência à atuação dele lá nos Estados Unidos. Licenciado no mandato, fez uma comparação com uma prática terrorista.
“O que é lamentável é que um deputado brasileiro, filho do ex-presidente, está lá a convocar os Estados Unidos para se meter na política interna do Brasil. É isso que é grave. É isso que é uma prática terrorista.”
Lula também disse que o governo quer fazer uma regulação rápida das redes sociais, mas que seja de forma mais democrática, seja via Congresso ou via Supremo Tribunal Federal.
“E nós queremos apressar a regulamentação da forma mais democrática possível, ouvindo a sociedade brasileira, porque não é possível que um cara tente dar um golpe de Estado dia 8 de janeiro de 2023 neste país e diga que isso é liberdade de expressão”.
Lula reafirmou o posicionamento dele em relação à guerra na Faixa de Gaza, disse que o que acontece lá não é guerra, mas é um genocídio. Falou daquelas agendas internacionais, como você bem dizia no início, Sardenberg, e por fim, falou sobre os juros do Banco Central, definidos pelo Banco Central, taxa selic que está em 14,75% ao ano, mas que, diferentemente da última gestão, Lula não tem criticado Gabriel Galípolo como fazia em relação a Campos Neto. Hoje ele foi perguntado sobre isso e ele disse que a crítica não acontece porque isso já estava precificado, que o governo já sabia o que ia acontecer.
Mas fez uma crítica indireta, dizendo que se for para controlar a inflação for preciso que a população passe fome, isso não é possível. Isso porque o Banco Central eleva a taxa de juros exatamente para controlar a inflação. Mas Lula disse ter 100% de confiança em Gabriel Galípolo, achando que ele vai dar conta do recado, mas mais uma vez pedindo que a taxa de juros caia e no início dessa conversa chegou até a falar que os dados econômicos são os melhores dos últimos anos, mas não entrando aí nessa seara da taxa de juros que segue alta e a inflação que também segue fora da meta,












