O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (2) que as alternativas à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) devem abordar a correção de “outras distorções no sistema financeiro”.
“Qualquer ajuste [do IOF] será realizado no contexto de uma ampla correção dos desequilíbrios existentes hoje nos tributos relacionados às finanças”, afirmou o ministro.
Ao ser questionado, Haddad optou por não antecipar quais medidas serão incluídas no pacote destinado a “calibrar” – isto é, minimizar os efeitos – do aumento nas alíquotas do IOF. Contudo, ele destacou que as “reformas estruturais voltarão à pauta”, sem especificar quais seriam.
“Tenho duas opções. Uma é adotar uma medida regulatória, que resolveria o problema de forma paliativa para atingir as metas do ano. A outra, que é mais relevante para a Fazenda, é retomar as reformas estruturais. Em 2023, avançamos em diversas frentes, ganhamos credibilidade junto às agências de risco, conquistamos prestígio e os investimentos retornaram”, afirmou.
Haddad também enfatizou a “sintonia” entre o governo, a Câmara e o Senado. Ele explicou que a equipe econômica está elaborando um pacote de medidas que será apresentado, inicialmente, ao presidente Lula, ao ministro Alexandre Silveira e ao senador Davi Alcolumbre.
“Precisamos definir o escopo das medidas e apresentá-lo aos três líderes. Caso alcancemos um consenso, acredito que 70%, 80% ou até 90% do que for discutido poderá avançar. Se houver entendimento de que este é o momento de avançar, teremos uma perspectiva muito mais sustentável, sem depender de soluções paliativas”, disse Haddad.
“Já me sinto bastante confortável com o diálogo com os líderes, e hoje ainda mais. Temos uma oportunidade de implementar as reformas necessárias para que o país continue gerando empregos e reduzindo os juros, que é exatamente o que o Brasil precisa”, concluiu.












