O presidente da China, Xi Jinping, decidiu não participar da cúpula do Brics, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro. Em seu lugar, o primeiro-ministro Li Qiang representará a China no evento, que reúne líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A decisão de Xi vem em um momento de intensificação das tensões no Oriente Médio, especialmente em decorrência do conflito entre Israel e Irã. A escalada desse conflito chamou a atenção da comunidade internacional, e as nações envolvidas anunciaram um cessar-fogo na terça-feira (24.jun.2025). O Irã, que se tornou membro pleno do Brics no ano passado, tem um papel significativo nas discussões sobre segurança e cooperação regional.
Embora o Itamaraty tenha negado que a ausência de Xi Jinping tenha sido oficialmente confirmada, fontes do Palácio do Planalto informaram que foram alertadas sobre a decisão chinesa. A cúpula do Brics é uma plataforma importante para discutir questões econômicas, políticas e sociais entre os países emergentes, e a presença de Xi, como líder da segunda maior economia do mundo, seria um fator crucial nas negociações.
Analistas apontam que a participação do primeiro-ministro Li Qiang pode trazer novas perspectivas, mas a ausência de Xi pode impactar as discussões, especialmente em temas relacionados ao comércio, investimentos e segurança global. A cúpula promete abordar assuntos como a reforma das instituições financeiras internacionais e a promoção de um comércio mais equitativo entre os países membros.
Este evento ocorre em um contexto mais amplo de reconfiguração das alianças globais, onde o Brics busca fortalecer sua influência em um cenário internacional cada vez mais polarizado. A participação do Irã, que recentemente se juntou ao grupo, pode adicionar uma nova dimensão às conversações, especialmente em relação à estabilidade no Oriente Médio.
A expectativa é alta para o que será discutido durante a cúpula, e a ausência de Xi Jinping levanta questões sobre como a China continuará a se posicionar em relação aos desafios globais e regionais.












