Belém (PA) será palco da COP30, e Brasil quer garantir presença de líderes globais, incluindo Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende ligar pessoalmente para o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso ele não confirme presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025 em Belém, no Pará.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Paris, onde Lula participa de compromissos internacionais. Segundo ele, é fundamental que países com grande responsabilidade nas emissões de gases de efeito estufa participem ativamente das discussões climáticas.
“Se até perto [do evento] o Trump não confirmar que vem, eu, pessoalmente, vou ligar para ele e falar: ‘Ô, cara, a COP é aqui no Brasil. Vamos discutir esse negócio. Os Estados Unidos são um país importante, muito rico, mas também polui muito ainda. Então, como é que ele não vai participar?’”, afirmou o presidente.
A COP30, que acontecerá de 10 a 21 de novembro de 2025, será a primeira conferência climática da ONU realizada na Amazônia e marcará os 10 anos do Acordo de Paris. O governo brasileiro quer utilizar o evento como vitrine para reforçar seu protagonismo ambiental e estimular compromissos mais ambiciosos de líderes mundiais.
Além de Trump, Lula também mencionou o presidente da China, Xi Jinping, como presença importante na conferência. A participação de países como Estados Unidos e China é vista como essencial, já que juntos são responsáveis por grande parte das emissões globais de carbono.
A movimentação do presidente brasileiro ocorre em um contexto de retomada do prestígio internacional do Brasil nas pautas ambientais. Lula tem defendido uma governança global mais representativa e criticado medidas unilaterais de líderes como Trump, que, durante seu mandato, retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris.
A expectativa é que o governo intensifique os esforços diplomáticos nos próximos meses para garantir a presença de chefes de Estado e consolidar a COP30 como um marco nas negociações climáticas internacionais.












