O presidente da China, Xi Jinping, entrou em contato com o presidente dos Estados Unidos para discutir a guerra tarifária entre os dois países, informou Donald Trump em entrevista à Time Magazine nesta sexta-feira (25). Trump destacou que seu governo está em negociações ativas com os chineses para alcançar um acordo comercial que evite a imposição de tarifas elevadas.
Segundo o presidente americano, ele consideraria “uma vitória” se os EUA ainda mantivessem tarifas de 50% sobre produtos estrangeiros daqui a um ano. Trump não especificou quando recebeu a ligação de Xi, mas afirmou que “ele ligou” e que não vê isso como “um sinal de fraqueza” por parte do líder chinês.
Trump também não revelou o conteúdo da conversa com Xi, mas mencionou que “todos querem fazer acordos” e que ele, representando os americanos, é o responsável pela “loja dos EUA”, decidindo quanto cada um deve pagar para negociar. De acordo com Trump, existe um valor com o qual o governo chinês “se sentiria confortável”, mas os EUA “não podem permitir que eles ganhem um trilhão de dólares” em cima do país.
China havia negado conversas sobre acordos
Nesta quinta-feira (24), o governo chinês negou categoricamente a existência de negociações comerciais em andamento com os Estados Unidos, elevando ainda mais a tensão entre as duas maiores economias do mundo.
Essa disputa comercial teve seu início quando o presidente Donald Trump anunciou a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses, que em alguns casos podem atingir até 245%. Como retaliação, Pequim aplicou tarifas de 125% sobre importações americanas. Essa batalha econômica, que segundo Trump é uma resposta às práticas comerciais desleais da China, tem gerado instabilidade nos mercados globais e aumentado o temor de uma possível recessão mundial.
Um porta-voz do ministério chinês declarou que qualquer afirmação sobre progresso nas negociações é infundada, desmentindo rumores de avanços. Na quarta-feira, Trump manifestou seu desejo de alcançar um “acordo justo com a China”. Quando questionado sobre possíveis conversas com Pequim, ele afirmou: “Tudo está ativo”, sugerindo que as portas para o diálogo permanecem abertas.
O governo americano voltou a discutir o tema na terça-feira (22), quando Trump mencionou que um acordo com a China poderia “reduzir substancialmente” as tarifas impostas pelos EUA. Isso sugere que, embora o acordo final possa não eliminar completamente as tarifas, elas seriam significativamente reduzidas.
No entanto, na quarta-feira (23), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que não haverá redução unilateral nas tarifas americanas sobre produtos chineses. Ela enfatizou a importância de observar uma diminuição nas tarifas, incluindo as não monetárias, e destacou que os EUA devem “continuar observando” empresas estrangeiras trazerem sua produção de volta ao país, reforçando a política de repatriamento industrial como uma estratégia de fortalecimento econômico.
Fonte: G1












