A China anunciou novas restrições comerciais e de investimentos contra 18 empresas e entidades dos Estados Unidos, como retaliação às tarifas impostas pelo governo Trump, intensificando a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Em comunicado oficial, o governo chinês informou que adicionou 12 entidades americanas à sua lista de controles de exportação. Essa medida bloqueia a exportação de itens chineses que possam ter aplicações militares, ampliando o controle sobre tecnologias sensíveis. Entre as empresas afetadas estão a Teledyne Brown Engineering e a Insitu, subsidiária da Boeing, destacando o impacto direto em setores estratégicos.
Além disso, seis empresas dos EUA foram incluídas na chamada “lista de entidades não confiáveis”, o que as impede de realizar negócios e investir no mercado chinês. Entre essas empresas estão a Shield AI, especializada em inteligência artificial para defesa, e a Sierra Nevada Corporation, conhecida por seus avanços em tecnologia aeroespacial.
Essas novas restrições seguem a decisão da China de aumentar significativamente suas tarifas sobre importações americanas, passando de 34% para 84%. Essa elevação ocorreu um dia após os Estados Unidos implementarem uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses, elevando o total de tarifas sobre importações do país asiático para 104%. O aumento das tensões comerciais reflete a escalada de medidas protecionistas entre as duas nações, com possíveis impactos globais no comércio e na economia.












