Um aviso publicado nesta quarta-feira (2) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos adicionou tarifas de 25% sobre cerveja e latas de alumínio vazias. Elas vão valer a partir do primeiro minuto de sexta-feira (4).
As medidas entram em conjunto com as tarifas já anunciadas e em vigor de 25% de aço e alumínio importados do mundo inteiro.
Anúncio acontece no dia em Trump vai anunciar um tarifaço contra diversos produtos de países do mundo inteiro. Eles vão variar de valor, sendo em uma média de 25%, de acordo com as expectativas. O presidente americano, que tem ventilado a medida desde que assumiu em janeiro, afirma que a data é o ‘Dia da Libertação’.
Além disso, o republicano está recorrentemente afirmando que pode aumentar a tarifa contra países que prometem respostas à qualquer importação dos EUA, caso do Canadá, China e da União Europeia, que já falaram que darão uma resposta de bilhões contra os americanos. Toda essas circunstâncias aumentam o temor para uma guerra comercial mundial, que pode encarecer diversos produtos.
Quais produtos estão confirmados e quais podem ser?
Por enquanto, apenas dois produtos estão realmente confirmados no início da taxação do dia 2 de abril. Elas são:
- Automóveis e peças para carros;
- Produtos agrícolas (mesmo sem uma lista exata do que será)
Agora, Trump falou de diversos produtos desde que assumiu o mandato que podem ser taxados. Há chance deles entrarem na lista do dia 2 de abril. São eles:
- Produtos farmacêuticos;
- Polietileno;
- Etanol;
- Petróleo (em especial em relação à Venezuela);
- Semicondutores;
- Toras e chapas de madeira;
- Cobre;
- Produtos tecnológicos (também sem uma lista exata do que entrará).
Brasil também será afetado?
A expectativa é que o Brasil seja afetado especialmente na questão do alumínio, em que há um grande volume de importação para os EUA. O presidente Lula afirmou que o Brasil levará à Organização Mundial do Comércio (OMC) a taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre o aço brasileiro. Caso a contestação não tenha sucesso, Lula adiantou que o governo adotará uma política de reciprocidade e poderá sobretaxar produtos norte-americanos.
‘Não dá pra gente ficar quieto achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar os produtos. Os Estados Unidos, ele vende também para o Japão, ele não só compra do Japão, ele vende também. Ele não só compra do Brasil. Então, é um comércio muito equilibrado e que nós vamos tomar as atitudes que nós entendemos que seria bom para o Brasil. Eu acho muito ruim essa taxação e esse protecionismo não ajuda nenhum país do mundo. Não ajuda’, disse durante visita ao Japão.
Além disso, o Senado aprovou o projeto de lei da reciprocidade. Na prática, vai permitir que o Brasil responda com sanções comerciais às ações e políticas unilaterais de países que impactem negativamente a competitividade internacional de brasileira. Inicialmente, o projeto tratava apenas de equiparar exigências de controle ambiental, mas foi ampliado como resposta à taxação de Trump de 25% sobre o aço e o alumínio e às vésperas de uma possível nova sobretaxa a outros produtos brasileiros.
Enquanto isso, o governo ainda fala em dialogar com os Estados Unidos e o ministro da fazenda, Fernando Haddad, diz que causaria estranheza uma taxação injustificada de produtos brasileiros.
‘Os Estados Unidos tem uma posição muito confortável em relação ao Brasil, tanto em relação a fins, quanto em relação a serviços. Nossa conta é dedicada pelos Estados Unidos, apesar do enorme saldo comercial que o Brasil mantém com o mundo. Nos causaria certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, de uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país, justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte’.












