Os planos de internacionalização de Ricardo Faria, o “Rei dos Ovos”, para sua Granja Faria estão avançando rapidamente.
Após adquirir a segunda maior produtora de ovos da Espanha no ano passado por € 120 milhões, o empresário comprou agora a Hillandale Farms, uma das maiores produtoras de ovos dos Estados Unidos, por US$ 1,1 bilhão.
A compra foi feita via a Global Eggs, a holding internacional controlada por Faria e por seus sócios na Granja Faria, mas com uma estrutura separada.
Como parte do acordo, o braço de private equity do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) investirá US$ 300 milhões na Global Eggs em troca de uma participação acionária de 11%.
A Global Eggs já fez um arquivamento confidencial na Bolsa de Nova York para um IPO ainda este ano, segundo fontes, que está sob avaliação dos reguladores.
A aquisição ocorre em um momento de escassez de ovos nos Estados Unidos, impulsionada por surtos de gripe aviária, o que resultou em recordes nos preços do produto no país. Mas o sentido da transação vai muito além da conjuntura.
A ideia é levantar consolidar um fragmentado em todo o mundo. Em entrevista ao INSIGHT por ocasião da compra da Hevo, Faria afirmou que na sua tese de internacionalização mira principalmente as chamadas “happy underperformers”, empresas que “até vão bem, mas que podem ter um desempenho muito melhor” se aplicadas as técnicas consolidadas pela Granja Faria.
Fundada em 1958 e localizada em Gettysburg, Pensilvânia, a Hillandale ainda é dirigida por seu fundador, Orland Bethel.
Sem dar detalhes específicos da estrutura de capital na transação, Faria disse ao Financial Times que a aquisição envolve “alguma alavancagem”, mas a dívida líquida da holding continuará abaixo do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
A expectativa é que a produção da companhia dobre ainda neste ano com a conclusão da transação. Segundo o empresário, com a transação, a Global Eggs terá receita de US$ 2 bilhões, com Ebitda na casa dos US$500 milhões.












