Os preços do petróleo registraram uma alta de mais de 3% nesta sexta-feira, atingindo o maior nível em três meses, à medida que os investidores avaliam possíveis interrupções no fornecimento devido às novas avaliações dos EUA contra a Rússia.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 2,84 dólares, ou 3,7%, encerrando o dia a 79,76 dólares por barril, após ultrapassarem a marca de 80 dólares pela primeira vez desde 7 de outubro. Já os futuros do petróleo dos EUA avançaram 2,65 dólares, ou 3,6%, fechando a 76,57 dólares por barril.
O governo do presidente Joe Biden anunciou o pacote mais abrangente de avaliações até o momento contra as receitas de petróleo e gás da Rússia. A medida visa enfraquecer o financiamento de Moscou na guerra na Ucrânia, que resultou em coleções de milhares de mortos e feridos, além da destruição de cidades inteiras desde a invasão em fevereiro de 2022.
As avaliações abrangem empresas como Gazprom Neft e Surgutneftegas, que atuam na exploração, produção e venda de petróleo, além de 183 embarcações envolvidas no transporte de petróleo russo. Muitas dessas embarcações pertencem à chamada “frota sombra”, composta por navios antigos usados por empresas de fora do Ocidente.
Com a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, previsto para 20 de janeiro, aumentam as expectativas de que o governo Biden intensifique as avaliações contra a Rússia e o Irã. Essa perspectiva, aliada aos baixos estoques de petróleo, está impulsionando os preços.
“Esse seria o presente de demissão do governo Biden”, afirmou Tamas Varga, analista do PVM. Ele destacou que tanto as avaliações atuais quanto as medidas possíveis adicionais, além da previsão de aumento nos estoques de combustível devido ao frio intenso, estão instruções os preços para cima.
O serviço de meteorologia dos EUA prevê temperaturas abaixo da média nas regiões central e leste do país. Na Europa, o inverno rigoroso também promete continuar, diminuindo um início de ano mais frio que o habitual.
Analistas do JPMorgan, em nota divulgada nesta sexta-feira, estimam um aumento na demanda global de petróleo de 1,6 milhão de barris por dia no primeiro trimestre de 2025, impulsionado pela maior procura por óleo para aquecimento, querosene e GLP devido às baixas temperaturas.












