Os preços da picanha e da cerveja foram altos no Brasil em 2024, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mostram que, no segundo ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma picanha inflação acumulada de 8,74%, revertendo a deflação de 10,69% registrada em 2023.
A cerveja consumida em casa também teve aumento, com os preços subindo 4,5% em 2024, após uma alta de 5,29% no ano anterior. Já a cerveja consumida fora de casa, em bares e restaurantes, registrou o ano com inflação de 5,83%, superando o avanço de 5,23% registrado em 2023.
O consumo desses itens ganhou destaque político nas eleições de 2022, quando Lula afirmou que o brasileiro deveria voltar a comemorar churrascos com picanha e cerveja.
De forma geral, o preço das carnes subiu 20,84% no IPCA de 2024, marcando o maior aumento anual desde 2019, quando os preços avançaram 32,4%. Os especialistas atribuem a alta a diversos fatores, incluindo o aumento nas exportações, o dólar elevado e os impactos da estimativa e das queimadas no campo.
André Almeida, analista do IBGE, destacou que os maiores aumentos nos preços das carnes ocorreram no segundo semestre de 2024, após um período de estabilidade nos primeiros seis meses do ano. Segundo ele, as condições climáticas adversas, como estiagens e ondas de calor, agravaram os efeitos da entrada, limitando as pastagens e diminuindo a oferta de animais para diminuir.
“A menor disponibilidade de gado para abate acabou por indicar os preços ao consumidor final”, explicou Almeida.
A alta dos preços também foi impulsionada pela recuperação econômica, com queda do desemprego e aumento da renda, fatores que estimularam a demanda interna.












