Nesta segunda-feira, o dólar à vista superou a marca de R$ 5,65, encerrando o dia cotado a R$ 5,6538, uma alta de 1,13%. Esse é o maior valor de fechamento desde 10 de janeiro de 2022, quando a moeda encerrou em R$ 5,6723. No acumulado de 2024, o dólar já subiu 16,53%.
Durante o pregão, o dólar chegou a cair no início da sessão, atingindo o valor mínimo de R$ 5,5668 (-0,43%) às 10h31, com investidores realizando lucros após recentes altas. No entanto, o movimento de queda foi revertido à tarde, baseado em preocupações com a política fiscal do governo e pela desancoragem das expectativas de inflação.
De acordo com profissionais do mercado, fatores como o risco fiscal, a alta persistente das projeções de inflação e críticas recentes do presidente Lula ao Banco Central influenciaram a valorização da moeda norte-americana. O relatório Focus divulgado nesta segunda mostrou aumento nas projeções de inflação para 2024 (de 3,98% para 4,00%) e 2025 (de 3,85% para 3,87%), distanciando-se da meta de 3%.
Além disso, as projeções indicam déficits fiscais até 2027, e a expectativa para o câmbio no final de 2024 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Os operadores destacam que este patamar parece distante da realidade de curto prazo.
O presidente Lula, em entrevista pela manhã, criticou o nível atual de juros e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele também baixou ajustes fiscais relacionados ao salário mínimo, o que reforçou o pessimismo dos mercados.
No mercado futuro, o dólar para primeiro vencimento subiu 1,02%, cotado a R$ 5,6675 às 17h25. Enquanto isso, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) registraram mais um dia de alta.
O diretor do Banco Central, Renato Gomes, destacou em uma live que a política fiscal expansionista pressionava a estabilidade econômica, dificultando a desinflação e forçando ajustes na política monetária.
No final do dia, o dólar caiu a máxima de R$ 5,6582 (+1,21%), impulsionado por ordens de “stop” e pela alta dos rendimentos dos Tesouros nos EUA. O índice do dólar, que mede a força da moeda frente a outras divisas, subia 0,08%, reforçando a valorização global da moeda americana.
Pela manhã, o Banco Central do Brasil vendeu integralmente os 12.000 contratos de swap cambial tradicionais oferecidos, ajudando a controlar a volatilidade no mercado de câmbio.












