um dia indeciso para o Ibovespa, que oscilou durante toda a sessão para fechar com leve alta de 0,03%, aos 127.873,70 pontos, um ganho tímido de 43,90 pontos. O índice rondou a estabilidade por quase toda a sessão. Já o dólar comercial deu pico durante a manhã, passando de 1% de valorização, com máxima chegando a R$ 5,81, para depois diminuir o ritmo e fechar com mais 0,56%, a R$ 5,77. Os DIs (juros futuros), por sua vez, operaram com avanços por toda a curva do começo ao fim da sessão.
“É uma semana que tem indicadores relevantes, então é bom ficar atento aos dados que vão sair. Hoje, teve o efeito Trump, o Trump Trade, com o dólar subindo bem forte no mundo. Índices norte-americanos subindo, mas em compasso de espera. Temos o CPI, nos EUA, na quarta, que promete trazer novos indicativos em relação a próximas decisões do Fed”, resumiu Rodrigo Cohen, analista de investimentos. Nos EUA, os principais índices acabaram com ganhos, com destaque para o Dow Jones continuando o rali da semana passada (e os recordes).
No Brasil, o foco continua no fiscal. Segue a indefinição sobre quais serão as medidas anunciadas para conter os gastos públicos. O governo não quer medidas apenas emergenciais para salvar o arcabouço fiscal, está pensando de forma mais estruturante, por isso a demora. Lula, inclusive, desafiou o mercado financeiro: “vejo o mercado [o mercado financeiro] falar bobagem todo dia, eu já venci eles e vou vencer outra vez”, afirmou o presidente.
Paralelamente, a dívida pública bruta recuou em setembro mais do que o esperado; e o Senado se movimenta para votar projeto que regula emendas parlamentares.
Vale cai com corte de recomendação
No campo das ações, o que pesou no dia foi mesmo Vale (VALE3) e sua queda ampla de 3,27%, mínima do dia, a segunda seguida (sexta, dia 8, perdeu mais de 4,6%). O minério de ferro em baixa na China deu um empurrão para a queda, mas foi o corte de recomendação por um grande banco que derrubou para valer as ações, passando os ADRs da mineradora na Bolsa de Nova York de compra para neutra. “Continuamos preocupados com os fundamentos do minério de ferro no médio prazo e vemos desvantagens no preço à vista; em nossa opinião, as exportações de aço da China são vulneráveis a restrições globais improváveis de serem totalmente compensadas pelo estímulo”, disse a análise.
Não dá para colocar tudo na conta da mineradora, já que os varejistas enfrentaram problemas hoje e dois dos mais procurados ativos do setor caíram: Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 2,08% e Lojas Renner (LREN3) cedeu 1,36%












