Em um possível segundo mandato, Donald Trump promete sacudir a indústria de tecnologia dos EUA, que já enfrenta mudanças intensas com o avanço da inteligência artificial (IA), criptomoedas e pressão antitruste. O ex-presidente e candidato republicano sinaliza que Elon Musk, influentes magnatas e grandes empresas de tecnologia devem ter um papel central em sua agenda para o setor.
Elon Musk como aliado estratégico
Elon Musk, o bilionário da Tesla e da SpaceX, seria um nome-chave na política tecnológica de Trump. Após Musk apoiar financeiramente a campanha do republicano, o ex-presidente teria oferecido ao empresário uma posição no governo, reformando a administração federal e influenciando a orientação do setor, onde Musk já é uma figura predominante. A aliança entre ambos sugere um alinhamento em questões de liberdade empresarial e resistência a restrições que podem afetar gigantes da tecnologia.
Posições dos grandes nomes da tecnologia
Nesta eleição, os líderes das grandes corporações de tecnologia não hesitaram em declarar suas preferências. Jeff Bezos, fundador da Amazon, parabenizou Trump pela vitória e, em uma manobra política, vetou o apoio a Kamala Harris em seu jornal, o Washington Post . Tim Cook, CEO da Apple, e Mark Zuckerberg, da Meta, também parabenizaram Trump, com Zuckerberg buscando uma reconciliação após a suspensão temporária de Trump do Facebook em 2021. Todos esses líderes pressionaram pela saída de Lina Khan, atual chefe da Comissão Federal de Comércio (FTC), conhecida por sua postura firme contra a expansão das grandes empresas de tecnologia.
Inteligência artificial sob nova perspectiva
A regulamentação da IA é um dos maiores desafios da indústria. Com o avanço do ChatGPT e outros modelos de IA, a demanda por um controle mais rígido cresceu, levando o atual presidente Joe Biden a emitir um decreto com padrões de segurança para IA, com foco na privacidade e no combate à discriminação. Trump, no entanto, pode rever ou revogar essas medidas, atendendo aos pedidos de líderes do setor que tem em que regulamentações estritas podem sufocar a inovação.
O apoio de Trump às criptomoedas
Trump, que antes criticava as criptomoedas, agora parece ter apoiado a defendê-las, motivado em parte pelo apoio financeiro recebido de investidores do setor. O republicano já manifestou interesse em substituir Gary Gensler, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (SEC), conhecido por sua postura contra o setor criptográfico.
O futuro do TikTok e o foco nos microchips
O destino do TikTok também está em jogo. Uma lei recente, sancionada por Biden, obriga a ByteDance, dona do aplicativo, a se desvincular do TikTok nos Estados Unidos até janeiro. Trump, no entanto, sugere uma posição legítima, argumentando que a decisão só fortaleceria empresas americanas rivais, como o Instagram e o Facebook.
Sobre os microchips, Trump já declarou intenção de romper a lei “Chips”, complementando os subsídios por tarifas mais agressivas, com o objetivo de forçar a produção de semicondutores em solo americano. O analista Jack Gold, entretanto, alerta que essa abordagem pode ser insuficiente para trazer a produção de volta ao país, enfatizando que “as tarifas são punitivas, não incentivadoras”.
Com essas propostas, Trump delineou um panorama de forte intervenção no setor de tecnologia, destacando um possível embate entre o incentivo à inovação e o controle sobre gigantes tecnológicos.












