A Rússia continuará a emitir sinais de alerta nuclear para o Ocidente até que a mensagem seja clara, afirmou um representante influente da política externa nesta quarta-feira. Sergei Karaganov, especialista em segurança, sugeriu que o presidente Vladimir Putin abaixe os critérios para o uso de armas nucleares e chegou a defensor, em outros benefícios, um ataque preventivo contra um país da OTAN.
Embora Putin tenha afirmado que a vitória na Ucrânia não depende de armas nucleares, ele ampliou, em setembro, os cenários que justificariam seu uso. Karaganov explicou que espera que o conflito com o Ocidente não chegue a esse ponto, mas destacou que as mudanças na doutrina nuclear russa visam alertar, especialmente os países europeus, para a gravidade da situação.
Karaganov informou que a Rússia seguirá escalando sua postura nuclear até que “os europeus fujam”. Desde o início da guerra na Ucrânia, Putin fez diversas convenções, exceto pelo Ocidente, como ameaças nucleares, além de realizar exercícios nucleares e alterar sua posição em tratados de armas. Ele também anunciou a instalação de armas nucleares táticas na Bielorrússia, aliada russa e vizinha de países da OTAN.
Para Karaganov, é necessário que o Ocidente recupere o temor pelo poder nuclear russo para que seja contido. O argumento de que, diante de uma “terceira guerra mundial” iminente, é essencial demonstrar que os países europeus seriam os primeiros afetados caso o conflito se intensificasse. Karaganov comentou essas declarações no fórum anual Valdai, onde Putin também discutirá política nuclear e as relações entre Rússia e EUA, especialmente com a possível nova presidência de Donald Trump.












