A Adidas chegou a um acordo extrajudicial com o rapper Ye para encerrar todos os processos judiciais entre eles, informou a marca de artigos esportivos nesta terça-feira, ressaltando que nenhum pagamento foi feito como parte do acordo.
Nos últimos dois anos, Adidas e Ye se envolveram em diversos processos bilionários desde que a empresa alemã rompeu sua parceria com o rapper, anteriormente conhecido como Kanye West, devido a comentários antissemitas feitos por ele.
“Não há mais questões pendentes, e nenhum dinheiro foi transferido para nenhum dos lados; ambos estamos olhando em frente”, afirmou Bjorn Gulden, CEO da Adidas, em uma teleconferência com jornalistas. Ele se decidiu a fornecer mais detalhes sobre o acordo.
“Havia questionado em várias questões, e ao comparar as reivindicações de ambos os lados, as partes concluíram que não pediram mais disputar judicialmente e desistiram de todas as ações”, acrescentou Gulden.
Iniciada em 2014, a linha de tênis “Yeezy” desenvolvida por Ye contribuiu para vencer o bilionário. Com o término da parceria, a Adidas ficou com um estoque avaliado em cerca de 1,2 bilhão de euros (aproximadamente R$ 7,3 bilhões).
A empresa decidiu vender esses produtos e fazer parte dos lucros a organizações que combatem o racismo e o antissemitismo. O restante do estoque Yeezy será vendido até o fim de 2024 “a preço de custo”, segundo a Adidas.












