Em um desenvolvimento alarmante nas relações internacionais, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou nesta segunda-feira (28) o envio de tropas norte-coreanas para a Rússia, com unidades mobilizadas na região de Kursk. A colaboração militar entre Pyongyang e Moscou representa um novo fator de risco à segurança do Indo-Pacífico e do Euro-Atlântico, conforme alertado por Rutte em coletiva de imprensa após uma reunião com autoridades e diplomatas da OTAN, que incluiu uma delegação da Coreia do Sul.
As tensões em Kursk já foram significativas, com as forças ucranianas realizando uma incursão expressiva na região em agosto, mantendo sua presença até o momento. No entanto, o apoio norte-coreano marca o que Rutte descreveu como “uma escalada significativa”, afirmando uma participação direta de Pyongyang na guerra da Rússia contra a Ucrânia. Essa aliança é vista como uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e uma ampliação do conflito.
Rutte afirmou que o envio de tropas norte-coreanas sinaliza “um desespero crescente” do presidente russo, Vladimir Putin. “Com mais de 600 mil soldados russos mortos ou feridos na guerra, Putin recorre ao apoio externo para sustentar suas ações contra a Ucrânia”, enfatizou o secretário-geral. Segundo Rutte, o movimento reforça a necessidade da OTAN e os aliados ocidentais monitoram atentamente o aprofundamento da parceria militar entre Moscou e Pyongyang.
Apesar da gravidade das acusações, o Kremlin descartou os relatos como “notícias falsas”. No entanto, Putin, ao ser questionado na última quinta-feira, evitou negar a presença de soldados norte-coreanos na Rússia, sugerindo que a decisão sobre a implementação de acordos com a Coreia do Norte era de soberania exclusiva de Moscou. Em Nova York, um representante norte-coreano na ONU descreveu as alegações como “rumores infundados”, reforçando o posicionamento de negação.
No cenário ucraniano, Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, considera que as avaliações económicas são insuficientes para conter o apoio militar norte-coreano à Rússia. Numa publicação no X (antigo Twitter), Yermak reforçou a necessidade de mais apoio militar do Ocidente: “As tropas norte-coreanas já estão na região de Kursk. Isso representa uma clara escalada. Apenas avaliações não são uma resposta adequada; precisamos de armas e de um plano concreto para impedir o envolvimento ampliado da Coreia do Norte na guerra.” Especialistas observam que o fortalecimento da cooperação entre a Rússia e a Coreia do Norte pode impactar a geopolítica global e intensificar o conflito europeu, já que Pyongyang, isolada e subjetiva a avaliações, busca maneiras de fortalecer seu regime e desafiar a ordem internacional.












