O Ibovespa registrou sua quinta queda consecutiva, com uma desvalorização de 0,55%, fechando aos 129.233,11 pontos, uma baixa de 718,26 pontos. Esse é o menor nível de fechamento desde 8 de agosto, quando cerrou o dia aos 128.660,88 pontos, apesar de ter subido 0,90% naquele pregão. O dólar comercial também recuou após operar em alta durante a maior parte do dia, fechando com uma leve queda de 0,08%, a R$ 5,69. Os juros futuros (DIs) continuaram a subir em toda a curva.
Mesmo com o recuo frente ao real no final da sessão, o dólar tem sido pressionado pelos rendimentos mais altos dos Treasuries nos EUA, enquanto os investidores ajustam suas expectativas para uma possível redução gradual das taxas de juros no país. Ao mesmo tempo, as atenções estão voltadas para uma disputa presidencial acirrada nos Estados Unidos. “Trump provavelmente imporá tarifas pesadas sobre produtos chineses, o que pode aumentar em até 100% o preço dos carros elétricos, por exemplo. Isso tornaria os produtos importados mais caros, o que pressionaria os preços no mercado interno”, comentou o economista Haroldo da Silva, conselheiro do Corecon-SP.
No Brasil, a preocupação com a situação fiscal tem impactado as negociações. O FMI apresentou uma previsão mais pessimista para as contas públicas, alertando para o risco de uma crise fiscal. Segundo o organismo, a dívida pública pode aumentar em mais de 10 pontos percentuais do PIB durante o governo Lula 3. Embora haja críticas ao aumento dos gastos públicos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que é um exagero afirmar que o governo está sendo negligente com as finanças do país.
É fato que nenhum mercado escapou das perdas hoje. Em Nova York, os principais índices encerraram o dia com quedas significativas. Na Europa, a maioria também fechou no vermelho, influenciada pelos resultados trimestrais das empresas no 3º trimestre de 2024
Vale e Petrobras recuam
Aqui também não foi diferente, A Vale (VALE3) perdeu amplos 1,75%, com o minério de ferro em queda na China, mas também porque amanhã, após o fechamento do mercado, divulga seus números do 3T24.
Petrobras (PETR4) recuou 1,25%, com o petróleo internacional em queda por conta dos estoques elevados, e chegou à sétima sessão em baixa. As petro juniores também sofreram: PRIO (PRIO3) caiu 0,99%, Petrorecôncavo (RECV3) recuou 0,65% e Brava (BRAV3) desceu 1,33%, em dia que banco cortou preço-alvo da Junior em 50%.
Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 1,61%, com banco cortando preço-alvo, mas os pares também sofreram, como foi o caso de Lojas Renner (LREN3), que desvalorizou 1,10%. Entre os varejistas, história positiva foi de Carrefour (CRFB3), que subiu 5,24%, após dados prévios injetarem ânimo nos investidores.
Também do lado das altas, Vamos (VAMO3) subiu 0,80%, com detalhamento da combinação de negócios com a Automob; e IRB (re) (IRBR3) disparou incríveis 12,29%, após dados de agosto. Esta quinta é dia de IPCA-15 de outubro. A expectativa é por alta de 0,50% em relação a setembro e de 4,43% ano a ano.












