O governo colombiano de Gustavo Petro abriu um debate para ampliar os recursos para a agricultura no país e virou polêmica no Brasil. A razão: a decisão de ampliar um mecanismo de financiamento no qual os bancos utilizam parte dos seus depósitos para comprar Título de Desenvolvimento Agropecuário (TDA) do governo, que repassa os recursos arrecadados para os agricultores.
“Não se trata de um confisco. É apenas uma mudança em algo que, inclusive, já existe”, disse Sandra Milena Villota Mariño, representante da Superintendência Financeira da Colômbia, uma espécie de CVM local.
Mariño, que está no Brasil para o evento Finance of Tomorrow, frisou que a proposta ainda está em discussão, liderada pelo Ministério da Fazenda do país.
Segundo ela, os bancos já investem nos TDAs e são remunerados. O que está em discussão é ampliação do instrumento.
Como comparação, no Brasil, uma parcela da poupança brasileira é obrigatoriamente aplicada pelos bancos em créditos imobiliários, ou das Letra de Crédito Agropecuário (LCA), que são instrumentos de captação privada.
A diferença no caso colombiano é que o dinheiro captado pelos bancos é administrado pelo governo, que repassa para os agricultores.
“Os bancos investem de maneira obrigatória nos títulos para que, com esse dinheiro, o governo possa investir no desenvolvimento da agricultura”, explica.












