A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, no primeiro resultado negativo em quase quatro anos. A adesão a uma transação tributária e de um acordo de trabalho de 2023 afetaram o resultado.
Ainda em junho, a companhia informou que teria um impacto de R$ 11,9 bilhões de no resultado líquido do segundo trimestre diante de adesão da companhia a um acordo para encerrar disputa tributária envolvendo Cide, PIS e Cofins entre os anos de 2008 e 2013.
A dívida líquida aumentou US$ 2,5 bilhões para US$ 46,2 bilhões no final do 2T24, enquanto a dívida financeira líquida (excluindo arrendamentos) ficou em US$12,9 bilhões (+US$ 3,3 bilhões trimestre a trimestre). O aumento da dívida é explicado por dividendos e recompras de US$ 7,3 bilhões, parcialmente compensados por vendas de ativos e capital de giro de cerca de US$ 0,3 bilhão.
Com isso, o FCFE ficou em US$ 3,7 bilhões, o que implica um yield de cerca de 4% no trimestre.
Logo após a divulgação do resultado do segundo trimestre, a Petrobras fez uma teleconferência extraordinária com analistas do mercado para amenizar o possível impacto dos números sobre as ações da estatal no pregão deste sexta-feira (9). Os papéis caíam mais de 2% no início do pregão.
Um dos principais temas foi a distribuição dos dividendos. Sem o anúncio de dividendos extraordinários, a companhia informou que para o pagamento de US$ 2,6 bilhões — o que equivale a R$ 13,7 bilhões — em proventos utilizou parte da reserva de capital devido ao lucro líquido acumulado ser insuficiente para atender à fórmula de dividendos.
Sendo assim, a companhia reafirmou a finalidade da reserva de capital para garantir o dividendo ordinário em trimestres como o atual, onde a companhia apresentou prejuízo líquido.












