O dia começou com a derrocada de 12,4% do índice de japonês Nikkei, na maior baixa diária desde o crash de 1987 e queda de 25% em relação à máxima histórica vista em julho. Leandro Marchioretto, sócio e diretor de câmbio da Alta Vista, explica: “basicamente, o carry trade no caso específico do Japão e a aversão a mercados emergentes e risco de recessão global pelos dados (recentes) americanos” puxam o sentimento. “O iene japonês passou por uma valorização significativa em relação ao dólar americano.
Essa mudança é amplamente atribuída à decisão do Banco do Japão de aumentar as taxas de juros, ainda que ligeiramente. Praticamente todas as moedas de emergentes estão se desvalorizando em relação ao dólar. Investidores que haviam tomado empréstimos em ienes a taxas de juros baixas para investir em outros ativos estão agora correndo para fechar suas posições devido ao aumento do custo de empréstimo”.
O dólar comercial chegou a ser negociado a R$ 5,86 na máxima do dia, antes de respirar e fechar com mais R$ 5,74, alta de 0,56%. Os dados de empregos nos EUA na sexta-feira (2), que se somaram a uma série de balanços corporativos fracos de grandes empresas de tecnologia e ao aumento das preocupações com a economia chinesa, levaram a uma liquidação global nos mercados de ações, petróleo e moedas de alto rendimento, com os investidores buscando ativos mais seguros.
O combo economia japonesa, mais ações de tecnologia em baixa, mais possível recessão nos EUA, acabou formando uma tempestade perfeita para que o caos fosse formado e acontecesse um salve-se-quem-puder.
Por aqui o Ibovespa perdeu “só” 0,46%, aos 125.269,54 pontos, com baixa de 584,55 pontos. “Só”, entre aspas, porque no final ficou longe da mínima de 123.073,16 pontos. Só que isso foi no Brasil. Lá fora, foi um deus-nos-acuda, com todo mundo tentando largar suas posições e um banho de sangue para todo lado.












