A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a Cielo (CIEL3) a levar adiante uma oferta pública de aquisição (OPA, na sigla em inglês) de ações. Com isso, os bancos controladores da operadora de maquininhas de cartões — Banco do Brasil e Bradesco — poderão seguir com o fechamento do capital da empresa.
Os rumores de que a Cielo (CIEL3) deixaria a bolsa brasileira começaram em fevereiro deste ano. À época, os bancos controladores se propuseram a pagar R$ 5,35 por ação da empresa, o equivalente a um prêmio de 6,36% sobre as cotações.
Hoje os bancos possuem uma participação conjunta de 58,7% na empresa de maquininhas.
Contudo, em abril deste ano, os acionistas minoritários rejeitaram a realização de uma nova avaliação do preço das ações.
No pedido para a elaboração do documento, os minoritários apresentaram outros dois preços potenciais por ação. Um deles era de R$ 7,89 e o segundo, de R$ 8,61 por ação.
Atualmente, os papéis CIEL3 (CIEL3) são negociados a R$ 5,68, de acordo com o fechamento da última sexta-feira.
E agora, Cielo (CIEL3)?
Com o sinal verde da CVM, os ofertantes serão os acionistas controladores de direito: Quixaba Empreendimentos e Participações e BB Elo Cartões Participações, e pessoas a elas vinculadas, Elo, Alelo e Livelo.
Ainda, a operação terá intermediação do Banco Bradesco, de acordo com o documento.
No dia da assembleia dos minoritários, parte das gestoras e os bancos chegaram a um acordo. Com isso, eles conseguiram que o preço subisse para R$ 5,60. O valor representa uma alta de 4,67% ante a oferta original e uma avaliação de R$ 15,2 bilhões para a Cielo (CIEL3).
Agora, a oferta pode seguir em frente desde que os bancos mantenham o valor acordado.












