Ocorrerá na próxima segunda-feira (8), a reunião de cúpula do Mercosul, marcará a formalização do pontapé inicial para um acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e os Emirados Árabes Unidos. O encontro dos presidentes de países-membros ocorre em Assunção, no Paraguai.
“O documento define o escopo, o conteúdo, dá os contornos do que poderia ser esse novo acordo comercial envolvendo o Mercosul”, disse Prazeres.
O termo de referência indicará quais condições para bens, serviços, barreiras técnicas e fitossanitárias, por exemplo, farão parte das negociações e representa um primeiro passo efetivo para as tratativas.
Na prática, trata-se de uma base para o processo de barganha tradicional nas discussões comerciais. O diálogo técnico sobre o conteúdo específico do acordo se iniciou já no encontro em Assunção.
Segundo dados do Comex Stat, plataforma de comércio exterior do Mdic, as exportações do Brasil para os Emirados Árabes avançaram 50% de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2023, o país do oriente médio foi o 28º destino para os produtos brasileiros. Em 2024, subiu para a 13ª posição.
O avanço, que surpreende até mesmo o governo, foi puxado especialmente pela exportação de açúcar (300%), carne bovina (249%) e aves (17%). De janeiro a junho deste ano, a corrente de comércio entre os países movimentou US$ 3,1 bilhões e se aproxima do total de 2023, cerca de US$ 4,3 bilhões.
A secretária afirma que não é possível estimar prazo para o fechamento de um acordo. Sucesso mais recente, as negociações com Singapura, por exemplo, se iniciaram em 2019 e foram concluídas em 2023. As tratativas com a União Europeia, que começaram em 1999, voltaram a fracassar no ano passado e permanecem sem “final feliz”.












