O Carrefour Brasil anunciou nesta tarde que pretende fechar seu capital e se transformar numa subsidiária do Carrefour França e Carrefour Holanda. A proposta foi encaminhada para o conselho de administração da varejista no Brasil e consiste em recomprar as ações que atualmente são negociadas na Bolsa de São Paulo, a B3.
Além disso, o Carrefour apresentou uma proposta para comprar a fatia restante do capital do Atacadão, do qual detém hoje 70% das ações. A proposta da matriz francesa é também tornar a rede de atacarejo que abriu capital no Brasil em 2017 em uma subsidiária integral do grupo europeu.
As operações do Carrefour no Brasil são agrupadas em uma companhia brasileira de capital aberto, listadas na B3, e controlada pela multinacional francesa de supermercados. O Brasil é o segundo maior mercado do grupo no mundo.
Segundo comunicado emitido nesta tarde, as ações do Carrefour Brasil farão parte de uma nova empresa, a MergerSub, controlada totalmente pelos europeus. As ações do Carrefour encerraram em alta de 10,08%, aos R$ 7,10, nesta terça-feira.
Entre os principais acionistas do Carrefour Brasil estão os herdeiros do empresário Abílio Diniz, que morreu no ano passado. A família quer vender sua participação de 10,24% na empresa brasileira, bem como a de 9,23% que Abílio detinha na matriz francesa.
Os detentores do papel no Brasil receberão três tipos de ações resgatáveis, que serão compradas de volta pela nova controladora imediatamente. Os acionistas, então, escolherão como querem receber pela venda das ações ao novo dono:
- receber R$ 7,70 por ação;
- receber 0,45 ação do Carrefour França e 0,45 BDR (papéis lastreados em ações listadas no exterior que são negociados na B3) do Carrefour França mais R$ 3,85;
- receber 0,09 ação do Carrefour França ou 0,09 BDR do Carrefour França.
Segundo a empresa, o objetivo da operação é fornecer liquidez para o acionista, oferecendo um prêmio de mais de 30% sobre o preço médio das ações do Carrefour no último mês. A rede de supermercados oferece também a opção ao acionista de seguir investindo na empresa através do papel listado na Bolsa francesa, mantendo uma exposição indireta à rede brasileira.












