O Ibovespa Futuro registra queda nos primeiros negócios desta sexta-feira (24), refletindo a evidência dos investidores às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da mais recente decisão de juros do Banco do Japão. Além disso, os agentes do mercado aguardam os dados de inflação no Brasil e acompanham as movimentações políticas domésticas.
Na quinta-feira, Trump, em entrevista à Fox News, indicou preferência por negociar com a China sobre práticas comerciais justas, reduzidas o tom agressivo de imposição de tarifas de importação ao país asiático. A postura mais conciliadora foi bem recebida, mas ainda traz cautela aos mercados.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,11% em janeiro, desacelerando em relação à alta de 0,34% de dezembro. O resultado ficou acima da expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam uma queda de 0,03% no mês. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,36%.
Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta manhã com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Casa Civil, Rui Costa; e da Agricultura, Carlos Fávaro.
Às 9h04 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em fevereiro operava em alta de 0,23%, a 123.405 pontos.
Mercado externo e dólar
Nos Estados Unidos, os índices futuros recuaram ligeiramente: Dow Jones caiu 0,10%, S&P500 recuava 0,15% e Nasdaq cedia 0,16%.
O dólar à vista registrava baixa de 0,63%, cotado a R$ 5,888 na compra e R$ 5,889 na venda. Já o contrato futuro de dólar na B3 caiu 0,54%, negociado a 5.902 pontos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, acompanhando os ganhos de Wall Street. No Japão, o iene se valorizou frente ao dólar após o Banco do Japão anunciar uma elevação na taxa de juros pela primeira vez desde julho, sinalizando uma expectativa de inflação mais alta nos próximos anos.
Commodities
Os preços do petróleo mantêm estabilidade após Trump pressionar a OPEP e a Arábia Saudita a reduzirem os preços para aumentar a produção.
Já o minério de ferro na China cercou em alta, impulsionado pela redução dos estoques nos portos, o que sustenta expectativas de retomada da demanda.












