O dólar fechou em queda nesta terça-feira (21), a R$ 6,03, com investidores repercutindo as primeiras ações tomadas por Donald Trump, novo presidente dos Estados Unidos. Na véspera, o republicano tomou posse e assinou uma série de ordens executivas já no primeiro dia de governo.
Entre as medidas, estão a declaração de emergência da fronteira com o México, a retirada do país do Acordo de Paris e o perdão presidencial para acusados pelos ataques ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. As ordens executivas foram classificadas como “prioritárias” pela Casa Branca.
Já no Brasil, atenções voltadas às medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na reunião ministerial feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na véspera.
O ministro listou as prioridades para a política econômica ao longo deste ano. Ele citou medidas para fortalecer o arcabouço fiscal e a reforma do imposto de renda, que deve isentar o pagamento de imposto para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Além disso, investidores seguem monitorando a divulgação de balanços corporativos e continuam à espera de novos dados de inflação, previstos para esta semana.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta.
O que está mexendo com os mercados?
Os investidores passaram a analisar os efeitos da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O republicano assinou uma série de ordens executivas no seu primeiro dia de mandato, no que a Casa Branca classificou como medidas prioritárias do novo governo.
Entre elas, estavam a declaração de emergência na fronteira com o México, a retirada do país do Acordo de Paris e o perdão presidencial para acusados pelos ataques ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021.
O novo presidente dos EUA afirmou que a relação do país com a América Latina e com o Brasil “é excelente”, mas destacou que a região “precisa mais dos Estados Unidos” do que o contrário.
“A relação é excelente. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós”, respondeu Trump ao ser perguntado se iria falar com o presidente Lula e como seria a relação com o Brasil e com a América Latina.
A frase foi dita em resposta a uma pergunta da repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl sobre se Trump falaria com o presidente Lula e como seria a relação com Brasil e América Latina feita enquanto o presidente americano assinava os primeiros decretos do novo mandato no salão oval da Casa Branca.
Na véspera, o presidente Lula afirmou que torce por uma “gestão profícua” (ou seja, proveitosa) por parte de Trump, afirmando que o Brasil “não quer briga” com os Estados Unidos.
“Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problema na democracia mundial. O Trump foi eleito para governar os EUA e eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua para que o povo americano melhore e para que os americanos continuem a ser histórico ao que é do Brasil”, disse Lula.












