Nesta quarta-feira (15), será publicado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, um dos principais indicadores de inflação.
O mercado projeta uma alta mensal de 0,3% para dezembro, enquanto a variação anual deve acelerar de 2,7% para 2,9%. Já o núcleo do índice, que desconsidera itens mais voláteis como alimentos e energia, é esperado com um avanço de 0,2% no mês e 3,30% no acumulado do ano.
Embora não seja o principal indicador usado pelo Federal Reserve (Fed) para medir a inflação, a divulgação do IPC ocorre em um momento crítico. O mercado de trabalho dos EUA, conforme apontado pelos dados recentes da folha de pagamento, continua aquecido, e a possível retomada de Donald Trump na política pode influenciar decisões econômicas protecionistas, refletindo na inflação.
O Fed já sinalizou que pode pausar o ciclo de flexibilização monetária em 2025, dependendo da evolução econômica. No entanto, os investidores acreditam que essa pausa poderá ocorrer já na reunião de janeiro. De acordo com o CME FedWatch, 97,3% do mercado aposta na manutenção dos juros atuais, enquanto 2,7% espera um aumento de 0,25 ponto percentual.
Hoje, discursos de membros do Fed, como Thomas Barkin (Richmond), Neel Kashkari, John Williams (Nova York) e Austan Goolsbee (Chicago), também podem trazer mais pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Movimentos globais e mercado brasileiro
O petróleo continua em alta, mas com menos intensidade devido às perspectivas de um cessar-fogo em Gaza.
As bolsas asiáticas encerraram o dia no vermelho, enquanto os mercados europeus e os futuros de Wall Street operam em alta.
No Brasil, a agenda econômica traz destaque para os dados de serviços, com estimativa de uma queda de 0,5% no volume prestado em novembro, e o resultado primário do governo central. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o ministro Fernando Haddad e outros membros da equipe econômica para discutir vetos ao projeto de regulamentação da reforma tributária. O prazo para sanção da reforma termina amanhã.
No pregão anterior, o Ibovespa manteve os 119 mil pontos pelo segundo dia consecutivo, encerrando com alta de 0,25%, aos 119.298,67 pontos. O dólar à vista caiu 0,85%, fechando a R$ 6,0464.
Já o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ), negociado em Nova York, registra alta de 0,39% antes da abertura do mercado, cotado a US$ 23,06.












