O dólar à vista apresentava queda nesta quinta-feira, refletindo a cautela dos investidores em uma sessão marcada pelo fechamento dos mercados norte-americanos devido ao funeral do ex-presidente Jimmy Carter, falecido em 29 de dezembro aos 100 anos. Paralelamente, o mercado se posiciona para a divulgação de novos dados econômicos ao longo da semana.
Nas primeiras sessões de 2025, o foco dos investidores está no cenário internacional, especialmente com a proximidade do início do novo governo de Donald Trump, cuja posse está marcada para 20 de janeiro.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial:
- Compra: R$ 6,069
- Venda: R$ 6,070
- Dólar turismo:
- Compra: R$ 6,148
- Venda: R$ 6,328
Às 13h38, o dólar comercial operava em queda de 0,67%, cotado a R$ 6,068 na compra e R$ 6,069 na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar para fevereiro, o mais negociado no momento, recuava 0,59%, a 6.095 pontos.
Motivações para a queda do dólar
Com o fechamento dos mercados nos Estados Unidos devido ao funeral de Carter, as negociações apresentam menor volatilidade, influenciadas pela ausência de impulsos externos e domésticos significativos nesta quinta-feira.
Ao longo da semana, a moeda norte-americana oscilou entre altas e baixas, à medida que os mercados globais reagem às notícias sobre os planos tarifários de Trump. As medidas propostas, que incluem tarifas sobre aliados e adversários comerciais, geram preocupações entre agentes financeiros quanto ao impacto inflacionário.
Na quarta-feira, o dólar ganhou força frente a diversas moedas, incluindo o real, após a CNN reportar que Trump considera declarar emergência econômica nacional para justificar novas tarifas. Por outro lado, na segunda-feira, a moeda recuou significativamente após o The Washington Post informar que o governo eleito poderia limitar tarifas a setores estratégicos.
Expectativas para os mercados globais
Economistas avaliam que as promessas de Trump, incluindo cortes de impostos e controle rígido da imigração, podem elevar a inflação nos EUA, mantendo juros elevados e favorecendo o dólar. Além disso, os mercados estão atentos ao relatório de emprego de dezembro, que será divulgado na sexta-feira, bem como a outros dados econômicos que sinalizam a resiliência da economia norte-americana.
Indicadores recentes apontam para um mercado de trabalho robusto e inflação ainda acima da meta de 2% do Federal Reserve, o que reduz as expectativas de cortes na taxa de juros neste ano. Operadores, segundo a ferramenta FedWatch da CME, precificam 95% de probabilidade de manutenção dos juros na próxima reunião, mas esperam cortes de até 40 pontos-base até o final de 2025.
Cenário doméstico
No Brasil, o mercado permanece preocupado com o cenário fiscal, mesmo após a aprovação de medidas de contenção de gastos pelo Congresso no final de 2024. Investidores questionam o comprometimento do governo em equilibrar as contas públicas e esperam por novas ações para controlar a dívida pública e fortalecer a credibilidade fiscal.












