O dólar foi transferido quarta-feira (8) em alta, após apresentar queda nas duas sessões anteriores. O movimento acompanha tendências globais, com investidores reagindo a novos anúncios sobre os planos tarifários do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, além de dados positivos da economia norte-americana.
Às 9h04, a moeda norte-americana registrava alta de 0,49%, sendo cotada a R$ 6,1354. Na terça-feira (7), o dólar recuou 0,14%, encerrando o dia a R$ 6,104, com um mínimo de R$ 6,053. Essa foi a menor cotação desde 20 de dezembro de 2024, quando o dólar fechou a R$ 6,071.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa teve alta de 0,95%, alcançando 121.162 pontos. Os investidores analisaram dados econômicos como o IGP-DI e a arrecadação federal de novembro, além de declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que destacou avanços no ajuste fiscal e a expectativa de um crescimento de 3,6% do PIB em 2024.
O IGP-DI desacelerou em dezembro, com alta de 0,87% contra 1,18% em novembro, acumulando um avanço de 6,86% no ano, segundo a FGV. A arrecadação federal, por sua vez, cresceu 11,21% em novembro, totalizando R$ 209,218 bilhões, o segundo melhor resultado histórico para o mês.
No cenário global, os investidores reagiram a um possível recuo nos planos tarifários de Trump, sugeridos por uma reportagem do The Washington Post . Apesar de Trump ter negado a notícia, a especulação sobre uma postura mais moderada em relação às tarifas de importação contribuiu para um rompimento nos mercados. Paralelamente, o relatório Jolts dos EUA mostrou um aumento no número de vagas de emprego em novembro, reforçando a resiliência da economia americana.
Analistas apontam que as mudanças no cenário fiscal brasileiro, combinadas com ajustes no posicionamento global, podem criar um ambiente mais favorável para o real. No entanto, permanecem incertezas quanto à política monetária nos EUA e aos desdobramentos econômicos no Brasil.












