Com a agenda econômica nacional sem grandes indicadores para esta terça-feira (7), o mercado aguarda as falas de Fernando Haddad. Às 13h30, o ministro da Fazenda tem uma entrevista marcada na GloboNews e deve falar mais sobre o pacote de corte de gastos aprovado pelo Congresso antes das festas de final de ano.
Ontem, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do Orçamento de 2025, Haddad disse que vai falar com o relator para ajustar o orçamento às perspectivas do arcabouço fiscal e das leis que foram aprovadas nas últimas semanas.
Haddad também negou a possibilidade de elevar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a saída de dólares do país, em uma tentativa de conter a alta da moeda norte-americana.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) subiu, com parte da alta relacionada à notícia do jornal The Washington Post de que do presidente Donald Trump estaria considerando moderar os planos tarifários. O índice fechou em alta de 1,26%, aos 120.021,52 pontos.
Já o dólar à vista (USBRL) caiu 1,11% hoje, cotado a R$ 6,11. Apesar do recuo no Brasil, a moeda norte-americana se manteve acima dos R$ 6,10, em sessão marcada por liquidez reduzida neste início de ano.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, sobe 0,66% antes da abertura do mercado, cotado a US$ 22,99.
O que esperar de Wall Street
Lá fora, a atenção é com a bateria de indicadores de emprego nos Estados Unidos. Hoje é dia do Jolts, que deve desacelerar para a abertura de 7,73 milhões de vagas, segundo as projeções do Investing.com. Nos próximos dias serão divulgados o relatório ADP e payroll.
Os números serão acompanhados de perto pelo Federal Reserve, que ainda enfrenta um mercado de trabalho aquecido e uma inflação resistente. O banco central americano já sinalizou ritmo moderado de flexibilização do juro este ano.
As bolsas internacionais operam mistas, enquanto os futuros de Wall Street recuam.












