A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirmou que sua meta de reduzir o endividamento até o final de 2023 está enfrentando desafios, mesmo após receber R$ 4,4 bilhões da venda de participação na sua mineradora para o grupo japonês Itochu. O diretor financeiro da CSN, Antonio Marco Campos Rabello, destacou a dificuldade em alcançar a meta de uma relação de dívida líquida sobre EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,5 vezes, conforme previsto no “guidance” da companhia.
Durante uma conferência com analistas, Rabello explicou que, ao final de setembro, a empresa apresentava uma relação de dívida líquida sobre EBITDA de 3,34 vezes, estável em comparação ao segundo trimestre, mas superior ao índice de 2,63 vezes registrado no mesmo período do ano anterior. Ele também mencionou que a empresa está trabalhando em algumas iniciativas que podem ajudar a atingir a meta até o final do ano.
Entre as medidas destacadas, a CSN pretende fechar um acordo com um sócio estratégico ou financeiro para sua geradora de energia, a CEEE, até dezembro. Além disso, Rabello mencionou que a empresa continua buscando melhorar o desempenho operacional em suas divisões de siderurgia, mineração e cimento, e está negociando acordos de pré-pagamento de minério de ferro. No último trimestre, foram realizados US$ 750 milhões em pré-pagamento de minério, envolvendo mais de 10 milhões de toneladas da produção total anual de 40 milhões de toneladas.
Apesar dos obstáculos, a CSN também mantém negociações para a compra da fabricante de cimento Intercement. O acordo de exclusividade de negociação com o grupo Mover, controlador da Intercement, tem prazo para expirar em 16 de novembro.












