Não funcionou a estratégia da Petz e Cobasi de convencer o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de que a fusão entre elas não representa danos à concorrência porque seus maiores rivais são marketplaces como Mercado Livre, Shopee, Alibaba, entre outros.
Técnicos ouvidos afirmam que, agora, a análise da operação deve consumir todo o prazo legal até 240 dias, podendo a chegar a 330 dias. Até lá, ambas as empresas devem continuar operando separadamente sob pena de autuação severa do CADE.
A demora se deve à necessidade dos técnicos envolvidos na definição de qual é o mercado de atuação das duas redes e, para isso, terão de buscar dados que, segundo os técnicos, as empresas resistem em apresentar.
A operação foi notificada à Superintendência Geral e, mesmo diante dos avisos prévios dos técnicos, as companhias optaram por persistir na defesa de que lojas físicas não são competidoras diretas, como noticiou o Painel S.A. recentemente.
R$ 400 milhões
A transação foi anunciada ao mercado em meados de agosto em fato relevante, porque a Petz têm ações negociadas na B3.
No comunicado, elas informaram possuir 11% de participação no total do mercado pet brasileiro, muito pulverizado com lojas de bairro.
Se for aprovada da forma como está, os acionistas da Cobasi receberão 47,4% da nova companhia. Os da Petz terão 52,6% e mais R$ 400 milhões, sendo R$ 130 milhões distribuídos em dividendos.
O cofundador da Cobasi, Paulo Nassar, deve ser o CEO da nova empresa e Sergio Zimerman, hoje CEO da Petz, assumirá a presidência do conselho de administração.
As duas operações somadas contarão com 494 lojas se o CADE não impuser a venda de alguma delas como remédio para evitar concentrações pontuais. A receita bruta anual deve girar em torno de R$ 7 bilhões. A economia de custos estimada com a fusão chega a R$ 330 milhões com as sinergias.












