A taxa de desocupação no Brasil registrou queda para 6,4% no terceiro trimestre de 2024, atingindo o menor nível para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (31), o número de pessoas desocupadas chegou a 7 milhões.
Esse percentual de desocupação é o segundo menor da série histórica da Pnad Contínua, atrás apenas do registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2013, que foi de 6,3%. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando a taxa estava em 7,7%, o índice de desocupação caiu 1,3 ponto percentual. Em relação ao trimestre encerrado em junho de 2024, a queda foi de 0,5 ponto percentual.
A população desocupada apresentou uma redução significativa de 7,2% no trimestre (menos 541 mil pessoas) e de 15,8% ao longo de 12 meses (menos 1,3 milhão de pessoas). Segundo o IBGE, trata-se do menor contingente de desocupados desde o início de 2015.
Aumento da população ocupada e recorde de pessoas empregadas
A população ocupada no Brasil alcançou 103 milhões de pessoas no terceiro trimestre, o maior número registrado desde 2012. Esse contingente representa um crescimento de 1,2% em comparação com o trimestre anterior e de 3,2% no período de um ano. O nível de ocupação, que indica o percentual de pessoas em idade ativa e trabalhando, chegou a 58,4%, o mais alto da série histórica.
Subutilização e desalento caem no terceiro trimestre
A taxa de subutilização, que contabiliza pessoas desempregadas, subempregadas ou disponíveis para trabalhar, mas sem buscar emprego, foi de 15,7% no terceiro trimestre, a menor para o período desde 2014. O Brasil somou 18,2 milhões de pessoas subutilizadas, um recuo de 4,4% no trimestre e de 9,8% em relação ao ano anterior.
A população desalentada, que representa aqueles que desistiram de procurar emprego por não acreditar na possibilidade de encontrar uma vaga, somou 3,1 milhões de pessoas, estável em relação ao trimestre anterior, mas no menor patamar desde 2016.
Crescimento nas vagas no setor privado e aumento da informalidade
O Brasil atingiu o recorde de 53,3 milhões de pessoas empregadas no setor privado, um aumento de 2,2% em relação ao trimestre anterior e de 5,3% em um ano. Desse total, 39 milhões possuíam carteira assinada, enquanto 14,3 milhões atuavam sem registro formal, ambos os maiores níveis da série histórica.
Entre os trabalhadores por conta própria, o total chegou a 25,4 milhões, enquanto o setor público empregou 12,8 milhões de pessoas no terceiro trimestre. A taxa de informalidade foi de 38,8% da população ocupada, com 40 milhões de trabalhadores informais, leve aumento em relação ao trimestre anterior.
Rendimento dos trabalhadores e criação de vagas formais
O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 3.227, enquanto a massa de rendimento real habitual, que representa o total ganho pelos trabalhadores, ficou em R$ 327,7 bilhões, apresentando crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostraram a criação de 247 mil vagas formais em setembro, representando um aumento de 21% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de 2024, foram gerados 1,98 milhão de empregos formais, com São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco liderando as contratações no mês.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a expectativa é fechar o ano com um saldo positivo de 2 milhões de novos empregos formais, um impulso importante para o mercado de trabalho brasileiro.
Fonte: CNN Brasil












