O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira pelo nono pregão seguido, completando a maior série de ganhos desde fevereiro de 2018, após dados de inflação nos Estados Unidos divulgados pela manhã reforçarem as apostas de um corte na taxa de juros norte-americana em setembro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,84%, a 128.292,96 pontos, de acordo com dados preliminares, marcando 128.326,23 pontos na máxima e 127.220,95 pontos na mínima. O volume financeiro somava 17,5 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
O ganho atual é de quase cinco mil pontos. Além disso, o principal índice de Bolsa brasileira não fechava acima de 128 mil desde 17 de maio último, quando encerrou a sessão com 128.150,71 pontos, queda 0,10%. Em outras palavras, é o maior patamar em 38 pregões ou 54 dias.
O dólar comercial não acompanhou o bom humor e nem mesmo o movimento da moeda lá fora: subiu 0,55%, a R$ 5,44, enquanto o DXY, índice que mede a performance do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,56%. Já os DIs (juros futuros) recuaram por toda a curva.
O dólar tinha tudo para acompanhar o DXY, já que a notícia do dia foi boa: o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho nos EUA mostrou deflação e um núcleo em desaceleração. Com o resultado, mercado renovou a esperança de início de corte de juros pelo Federal Reserve já na reunião de setembro – probabilidade que tinha perdido força após um repique de preços no início do ano.












