O Ibovespa fechou com alta de 0,08%, aos 126.267,05 pontos, um pequeno ganho de quase 103,07 pontos. Assim, a semana acabou positiva em 1,91%, a terceira seguida no azul, algo que não acontecia desde fevereiro deste ano. Além disso, com a vitória de hoje, o Ibovespa não tinha uma semana com todos os pregões no azul desde a semana de 5 a 9 de junho de 2023, que foi encurtada pelo feriado de Corpus Christi. O dólar comercial caiu pelo terceiro dia seguido, agora com 0,46%, a R$ 5,46, reforçando o período positivo dos mercados. Além disso, os DIs (juros futuros) terminaram o dia com quedas por toda a curva.
Um dos assuntos do dia foi a divulgação do payroll, o relatório sobre o mercado de trabalho considerado o mais importante para o Federal Reserve. Em junho, os números se mostraram mistos. Andressa Durão, economista do ASA, entende que “os dados de mercado de trabalho, após dados de atividade mais fracos divulgados ao longo da semana, corroboram a narrativa de uma economia enfraquecendo, aumentando a possibilidade de um corte de juros por parte do Fed em setembro”. Mas, para ela, os próximos dados de inflação “não devem colaborar” e o cenário é de “apenas um corte de juros no ano, na reunião de dezembro”.
No Brasil, a questão fiscal também foi assunto. E algumas ações práticas acenaram ao mercado que o governo federal não fala em responsabilidade só da boca para fora. Um exemplo: o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, anunciou hoje um “pente-fino” em benefícios previdenciários temporários a partir de agosto. “Isso vai dar em torno de 800 mil pessoas, um pouquinho mais, um pouquinho menos, que poderão ter que fazer essa nova perícia para confirmar o nosso benefício”, disse. A medida faz parte do ajuste fiscal que o governo tenta implementar para equilibrar as contas públicas.
Mas Lula segue a mil nas críticas. O presidente lamentou que toda vez que se tenta fazer política social no Brasil há quem alegue que o país já “gasta demais”, defendendo que o governo deve promover oportunidades para toda a população. Entretanto, seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o presidente está focado na missão de cortar gastos. “Eu tenho certeza que com a sua sabedoria de unir responsabilidade social, responsabilidade ambiental, responsabilidade com as contas públicas, ele vai fazer um grande terceiro mandato marcando a história do Brasil pra todos sempre na área da educação”, disse o ministro.












