Nesta madrugada de 22 de junho de 2025, os Estados Unidos realizaram uma operação militar massiva contra três importantes instalações nucleares iranianas — Fordow, Natanz e Isfahan — deixando-as “extremamente severamente danificadas”, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine.
Objetivo da operação
Batalhões de bombardeiros stealth B‑2 e submarinos lançaram bombas do tipo bunker-buster (MOP) de 13 610 kg, além de mísseis de cruzeiro Tomahawk, atingindo instalações profundamente enterradas. A missão, denominada “Operation Midnight Hammer”, buscou atrasar o avanço nuclear iraniano, sem promover mudança de regime, conforme declarou o secretário de Defesa Pete Hegseth.
📍 Impacto nos locais atacados
- Fordow: satélites da Maxar mostram crateras visíveis e entradas de túneis bloqueadas, evidenciando destruição significativa na instalação escondida dentro de uma montanha.
- Natanz: alvo de dois MOP dos B‑2, além de mísseis Tomahawk; acredita‑se que as centrífugas e o subsolo sofreram severos danos.
- Isfahan: também atingida por mísseis de cruzeiro, com infraestruturas críticas danificadas.
Reações do Irã
Teerã condenou os ataques como uma “violação da soberania” e “ilegal sob o direito internacional”, afirmando que deverá reconstruir suas instalações nucleares se elas forem destruídas O chanceler Abbas Araghchi declarou que os EUA serão responsabilizados por qualquer ação israelense contra essas instalações.
Opinião internacional e riscos regionais
- Aliados ocidentais (Reino Unido, UE) pedem contenção e retorno ao diálogo diplomático, alertando para os riscos de ampla escalada, com menções inclusive ao estreito de Hormuz.
- Rússia e China também criticaram a operação, classificando-a como perigosa e potencialmente desestabilizadora.
⚖️ Análise do contexto
- A operação representou o maior emprego operacional de bombas MOP até hoje — estratégia que visa destruir alvos subterrâneos fortificados.
- Embora posicione os EUA como bloqueadores do avanço nuclear iraniano, acende o alerta para uma espiral de retaliações, incluindo ataques a rotas de petróleo e instalações regionais.
A ofensiva deixou claro que os EUA estão dispostos a usar força extrema para conter o programa nuclear iraniano. Resta saber como Teerã reagirá — com reconstruções em larga escala ou escalada militar regional — e se a diplomacia internacional conseguirá impedir que o conflito se agrave nos próximos dias.












