A quarta-feira (21) é de agenda vazia no Brasil e no exterior. O dado mais relevante desta manhã foi a inflação do Reino Unido, que mostrou uma alta levemente acima do esperado. Sem divulgações importantes nos EUA ou na agenda local, o mercado tenta monitorar o que vem por aí, especialmente devido à crescente incerteza que tem se espalhado mundo afora. No Brasil, há quem aredite que os riscos maiores no cenário externo podem beneficiar o mercado local, mas os investidores permanecem cautelosos.
Ainda que o vaivém da guerra comercial tenha trazido acordos, as incertezas continuam altas e a perspectiva é de que a inflação americana continue preocupando. Com isso, os juros lá tendem a continuar maiores. O próprio Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tem resistido às pressões de Trump e reiterado que o compromisso é trazer a inflação de volta ao eixo.
Com isso, o Brasil pode ser a bola da vez para investidores preocupados com as incertezas americanas? É possível. Mas depende do “dever de casa” local.
A ida do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à Comissão da Câmara, que aconteceria esta manhã para falar da isenção do Imposto de Renda e do consignado foi remarcada para o começo do mês que vem e o assunto segue no radar. Afinal, o equilíbrio das contas públicas seguem sendo o principal gatilho para trazer dinheiro para cá.
Ainda assim, o Ibovespa tem conseguido se salvar e ontem o principal índice da bolsa renovou seu recorde nominal pela quarta vez em uma semana.
É importante destacar, no entanto, que grande parte do capital rotacionando para o mercado local vem de países emergentes, como México, Argentina, Chile e etc. Portanto, resta saber quando (e, principalmente, como) o Brasil vai atrair dólares vindos de economias mais seguras, como os próprios Estados Unidos.












