O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (7), cotado a R$ 5,74, com investidores de olho nas decisões sobre as taxas básicas de juros do Brasil e dos Estados Unidos.
A primeira decisão saiu nos EUA: o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve o referencial inalterado na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. No anúncio, divulgado às 15h (horário de Brasília), a instituição ressaltou as incertezas causadas pela política tarifária do presidente Donald Trump.
Enquanto isso, no Brasil, o mercado espera um novo aumento na taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano. A alta foi anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro já em sua última reunião, em março. A decisão desta quarta sairá após o fechamento dos mercados.
Caso confirmada, essa será a sexta alta consecutiva dos juros, em uma tentativa do BC de controlar a inflação, que encerrou 2024 acima da meta de 3%. As projeções do mercado apontam para uma alta de 0,50 ponto percentual (p.p.), o que levaria a taxa Selic para 14,75% ao ano.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda.
Dólar
O dólar subiu 0,62%, cotado a R$ 5,7458. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,7629. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
- alta de 1,63% na semana;
- avanço de 1,21% no mês; e
- perda de 7,02% no ano.
Variação do dólar em 2025
Cotação de fechamento, em R$

Ibovespa
O Ibovespa caiu 0,09%, aos 133.398 pontos.
Com o resultado, o índice acumulou:
- recuo de 1,28% na semana;
- queda de 1,24% no mês; e
- ganho de 10,90% no ano.
Na véspera, o índice fechou em alta de 0,02%, aos 133.516 pontos.
Variação do Ibovespa em 2025
Pontuação de fechamento

O que está mexendo com os mercados?
Em sua última reunião, o Copom projetou para esta quarta-feira um novo aumento da taxa Selic. A previsão é que a alta seja menor do que 1 ponto percentual (p.p.). Não se sabe, no entanto, se será de 0,50 p.p. ou 0,75 ponto.
Daniel Cunha, estrategista-chefe da BGC Liquidez, diz que a atenção dos mercados estará em como o BC brasileiro vai encaminhar o final do ciclo de altas de juros iniciado no ano passado.
“As ansiedades estão grandes. Há cenários que contemplam uma alta de 0,25 p.p., com Selic em 14,50%, e outros que preveem mais dois aumentos de 0,50 p.p., chegando a 15,25%. Faz muito tempo que não chegamos a uma reunião com uma amplitude tão grande dos agentes”, diz Cunha.
Nos EUA, o Federal Reserve manteve as taxas de juros do país inalteradas na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. A decisão unânime veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Foi a terceira reunião seguida em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) optou por não alterar o referencial de juros. Em comunicado, o comitê afirmou que as incertezas em torno das perspectivas econômicas “aumentaram ainda mais” em meio à política tarifária de Trump.












